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‘O que tem de aparecer é a obra, não quem fez’, diz Rodrigo Garcia em Franca

Para conseguir anunciar obras como a do hospital estadual e outros investimentos na região, como ocorreu nesta segunda-feira, 4, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), diz que foi preciso organizar as contas ao longo dos últimos três anos. “Afinal de contas, não é só a boa vontade que consegue transformar sonho em realidade”.

Em entrevista à rádio Difusora nesta terça-feira, 5, Rodrigo ressaltou que o governo teve foco nas contas públicas para conseguir chegar ao último ano do mandato com o maior investimento da história de São Paulo, segundo ele. “Às vezes o administrador quer fazer tudo, e termina não fazendo nada. Agora são mais de R$ 27 bilhões para poder investir em rodovias, saúde, educação e outros setores”, falou.

Eleito aos 24 anos de idade como deputado estadual, Rodrigo teve início na vida pública ainda mais jovem, aos 21 anos. “Faz 26 anos que eu estou trabalhando. Sou novo, mas não sou novato. Fico antigo sem ficar velho”, brincou. Garcia começou como secretário adjunto de Agricultura depois de perder o irmão mais velho em um acidente de carro.

“Tive um irmão mais velho que me levou para Brasília para trabalhar junto com ele e ajudar no desenvolvimento. Na época ele trabalhava com o ministro Antônio Cabrera, que depois veio a ser secretário. Meu irmão faleceu, e o Cabrera me convidou para trabalhar ao lado dele como secretário executivo na (secretaria de) Agricultura.”

Ainda que tenha tanto tempo de política, Rodrigo Garcia não é uma figura muito conhecida da população em geral, nem mesmo a paulista. Para ele, o importante não é o destaque pessoal, mas sim as contribuições ao longo do exercício.

“O que tem de aparecer do político é a obra que ele faz, não quem fez. Sou pouco conhecido da população, mas tenho uma longa experiência na vida pública, e isso me deu um conhecimento real dos problemas do Estado e da máquina pública”, falou.

“Não adianta só a vontade de querer fazer, tem que saber. Não dá para querer ser governador de São Paulo e aprender no cargo como governar, você não pode testar durante o governo”.

Rodrigo defendeu que São Paulo tem sim uma disputa política, mas nunca entrou em briga ideológica, e que os desafios da gestão vão além disso. “Esse paradoxo de administrar um Estado tão rico, tão poderoso e ao mesmo tempo tão desigual é o desafio principal de um governador”.

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